26.7.09
Anima Mundi
24.7.09
Fidelidade canina
Tantos livros foram publicados, principalmente, depois de Marley e eu, que fica até clichê escrever sobre os caninos. Mas eles são seres extremamente sinceros. Apesar do instinto, se eles gostam de alguém eles demonstram imediatamente, quando não, também são claros. A sensibilidade chega a ponto de perceber a tristeza ou a alegria no ar. Eles se comportam da mesma forma que nós. Ainda elegem uma pessoa preferida e ficam tão felizes quando chegamos em casa, que nos sentimos a pessoa mais importante do mundo. É tão gostoso abrir a porta e ver “alguém” sinceramente feliz. Com eles não existe mentira, ilusão, conversa fiada, eles nos ouvem, sem reclamar e sem dizer nada que nos magoe. Eu confio mais neles do que nas pessoas. Sentimentos verdadeiros e inteligência animal valem mais do que qualquer ilusão humana. Afinal, eles não fazem mal a ninguém, merecem todo o nosso respeito.
19.7.09
Se tu viesses ver-me

Mudam-se
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Camões
Traduzir-se

é todo mundo
outra parte é ninguém
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar
15.7.09
Leitura
O prazer de ler é resultado de estímulos constantes, que aos poucos se torna uma questaão de gosto, de escolha pessoal, de atitude.Para chegar a essa escolha é necessário ter acesso ao livro, depois vem o entendimento de que se trata de uma janela por onde acessamos séculos de conhecimento; é brinquedo que não acaba, é viajar sem sair do lugar, é o mundo na ponta dos dedos que se descortina em um virar de página.
Ler, entender, refletir, escrever, transformar. O livro é o passaporte para o autoconhecimento, para aprender a ler o mundo, viabiliza conquistas individuais e coletivas, inspira transformações, dá voz às ideias.
Investir em ações que promovem o livro é investir na formação de cidadãos, é contribuir para a construção de um país mais justo. Não há como discordar de Monteiro Lobato: “Um país se faz de homens e livros”.
Transformado o a leitura no meio para transformar leitores em protagonistas da história. Incentivar o hábito de leitura é traçar um futuro diferente e melhor para todos e cada um de nós.
Este belo texto foi retirado da folha de rosto do livro “Mulheres apaixonadas” D. H. Lawrence. Ler é preciso – Ed. Nova Cultural, 2003.
14.7.09
Harmonia velha

Guilherme de Almeida
9.7.09
A nossa casa

Onde está ela, Amor, a nossa casa,
Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Num país de ilusão que nunca vi...
Florbela Espanca
8.7.09
Livro da vez
Meu amigo de todas as horas vagas tem sido David Herbert Lawrence – Inglês, nascido em 11 de setembro de 1885, morreu tísico em 2 de março de 1930. Uma curiosidade a cerca de sua biografia: ele tinha um cunhado alemão chamado Manfred von Richthofen. Que mundo pequeno. Em “O Amante de Lady Chatterley”, escrito em 1925, publicado clandestinamente em 1928 na França, D. H. Lawrence disserta sobre o amor e o sexo de forma singela, direta e sem pudores. O livro conta a história de Constance, uma jovem aristocrática, casada com Clifford, um lorde inglês que ficou paralítico em função da guerra. O próprio marido, impotente, deu o aval para que ela se envolvesse com outro homem, que ela escolhesse, para ter um filho. Assim, a Lady se envolve com o guarda-caça da propriedade do casal. Com esse novo relacionamento, Lady Chatterley, que já tinha uma percepção diferente a respeito da vida, se liberta como nunca antes. Nenhum outro livro, da literatura contemporânea, produziu uma onda maior de protestos do que esse. A obra foi parar na lista de livros proibidos de serem publicados na Inglaterra e nos Estados Unidos. Só em 1960, depois de anos na justiça, a obra finalmente pôde ser publicada na terra natal do escritor. A polêmica cercou a vida do autor durante muitos anos, pois seu país o acusou de ser pornográfico. Porém, o que mais incomodou a crítica, neste livro em especial, não foi a pornografia, que nem é tão presente em suas palavras, mas a argumentação clara e objetiva embutida em suas frases. D. H. criou uma personagem muito à frente do seu tempo que procurava a afirmação do desejo e da liberdade feminina. Uma mulher sem culpa, sem medo de ser feliz. Neste clássico da literatura universal, Lawrence expõe abertamente o amor e o sexo, rompendo as convenções sócias da época e as relações entre as classes. O texto é extremamente envolvente, sensível, e filosófico. "O Amante de Lady Chatterley" é, sem dúvida, um dos 100 livros que todas as mulheres, principalmente, deveriam ler antes de morrer.
5.7.09
Frases
"Por que o tempo é tão implacável, roubando-nos as oportunidades se não formos suficientemente rápidos para agarrá-las imediatamente?"
“Ela se agarra ao seu amado e pensa que, fazendo isso, poderá conservá-lo. Não aceita, em seu coração, que tudo está constantemente em movimento – inclusive o amor – e, portanto, sujeito à lei das mutações."
Liv Ullmann
Liv Ullmann
Norueguesa, nascida em 16 de dezembro de 1939, no Japão, Liv Ullmann é atriz e diretora de cinema, Embaixadora da UNICEF e diretora honorária da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega. Foi musa do genial diretor Ingmar Bergman (1918-2007), com quem foi casada durante 5 anos e teve uma filha. Além de protagonizar e dirigir vários filmes, Liv escreveu dois livros autobiográficos: Mutações (1975) e Opções (1985).
No primeiro, Liv Ullmann faz um relato reflexivo, simples e sincero dos momentos de sua vida. Desde os mais corriqueiros até os mais relevantes. Relembra sua infância, o início de sua carreira de atriz, seu casamento com Bergman, a dor que sentiu por se distanciar de sua filha e descreve seus amores e desamores ao longo de sua vida. Mutações é uma belíssima autobiografia introspectiva e a transformou em um ícone feminino que marcou diversas gerações. O livro foi dedicado a Linn Ullmann, sua filha.4.7.09
E por fim
O que é o rádio hoje? Após tantas ameaças (o surgimento da televisão, internet e MP3) o rádio sobreviveu. E vai viver sempre, pois os apaixonados por ele nunca vão deixá-lo de lado. Mas francamente, hoje, o rádio (ao lado da Tv e dos impressos) tem basicamente a finalidade de promover o consumo. Além de manter a população informada, até o ponto que convém aos donos do poder. As mensagens são veiculadas de forma rápida e em grande quantidade. A maior parte delas de conteúdo banal. Além dos pseudomúsicos que fazem parte desse mercado fonográfico totalmente dominado por uma pequena camada de empresários. Mais uma vez o dinheiro entra em cena para fazer girar essa parte da economia mundial. Mas isso é uma questão cultural muito complexa.
Em São Paulo, nesses últimos anos surgiram algumas rádios de conteúdo interessante, com música de qualidade, prestação de serviço e notícias. Eu, particularmente, serei uma eterna ouvinte, sou uma apaixonada pela magia do rádio. Década de 20 à 70
Na década de 20 Edgar Roquette-Pinto viu no rádio um instrumento de educação, com transmissões de músicas eruditas e análises políticas e econômicas do país. Mas com que dinheiro isso tudo continuaria funcionando? Dinheiro, sempre ele... A propaganda era a saída. Eis que na década de 30 foram criadas várias emissoras de rádio pelo Brasil, pois passou a ser considerado um negócio lucrativo. Surgiram os anúncios cantados, os jingles, que revolucionaram a propaganda radiofônica. A conseqüência disso foi a popularização do rádio. Depois disso, vieram as radionovelas, os programas de auditório, as “rainhas do rádio”, os grandes cantores, o radiojornalismo e os programas humorísticos. Na década de 50, o rádio sofreu com o advento da televisão, por motivos óbvios. Em 1970, o rádio se reestrutura, surgem as FMs, que têm a música como principal atração.
3.7.09
Rádio
Há quem diga que o inventor do rádio foi o padre brasileiro Roberto Landell de Moura, outros afirmam que foi o italiano Guglielmo Marconi. No início de século XX, eis que surge o mais popular veículo de comunicação de massa de todos os tempos. No Brasil, a primeira transmissão oficial foi no dia 7 de setembro de 1922, com o discurso do então presidente Epitácio Pessoa. No decorrer do século, o rádio foi utilizado com diferentes finalidades: divertir, entreter, informar, prestar serviço, manipular, alienar, etc. Na década de 30, por exemplo, os nazistas passaram a usar a radiodifusão como o principal instrumento para propagar as ideias nazistas na Alemanha. Foi uma das primeiras demonstrações do seu alcance e poder.
Neste momento: Paris
Nasci no Brasil, meu sobrenome é italiano, tenho passaporte português, moro na Inglaterra e estou pela primeira vez na França. Hoje...
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Mais uma vez expresso minha admiração a este que é o universo, a natureza e o próprio Deus: o Tempo. O melhor e mais eficaz remédio para tod...
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