





A música popular brasileira definitivamente não é mais a mesma. As rainhas do rádio, os cantores que se apresentavam nos festivais, os músicos da Bossa Nova e seus públicos choram o falecimento da criatividade, da musicalidade e principalmente do bom senso brasileiro.
A minha adolescência foi sonorizada pelos inúmeros grupos de pagode e axé dos anos 90, era o começo do fim. Uma parte ínfima das novidades surgidas desde então contém alguma qualidade. Não consigo digerir comparações como: Justin Bieber com Michael Jackson e Restart com Beatles. Os reis estão morrendo e o que sobrará? Os filhos dos ídolos, as mulheres fruta, os pseudo-sertanejos...Temo pelo futuro da música brasileira.
O que me consola é saber que eu não estou só nesse pensamento.Foi divertido ver os meninos do CQC tirando a maior onda dos adolescentes coloridos e descabelados. Mesmo que depois eles tenham 'voltado atrás'. Olha isso!

Todos nós temos hábitos e manias aparentemente normais, pelo menos aos nossos olhos. Mas como saber até onde vai a normalidade? Caetaneando: de perto ninguém é normal.
Lavar as mãos, pentear os cabelos e limpar a casa podem parecer atividades corriqueiras, porém para pessoas acometidas por algum tipo de Transtorno Obsessivo Compulsivo, o chamado TOC, os afazeres simples do cotidiano se tornam uma verdadeira prisão. Além de trazer muita angústia e sofrimento para os doentes e seus familiares, os transtornos afetam diretamente a vida pessoal e profissional dos compulsivos.
Entre os vários sintomas de TOC está o Colecionismo. Um caso extremo, bem curioso e de difícil tratamento. Pessoas que sofrem desse tipo de transtorno compulsivo se apegam afetivamente às coisas, quaisquer coisas. Desde embalagens de produtos usados, até pêlos de cachorro. Elas não se desfazem de absolutamente nada, vivem no meio do lixo sem sentirem-se incomodadas. Perdem animais de estimação, amigos e até filhos.
Nem mesmo quando a situação chega a se tornar um problema de saúde pública o compulsivo enxerga a gravidade da doença. Desfazer-se dos objetos e limpar o ambiente é como se um pedaço de seu corpo fosse arrancado sem anestesia.
A linha é tênue entre colecionar coisas inofensivas como: livros, camisetas de time de futebol, carrinhos de brinquedo, etc; e lixo. Muitas pessoas guardam roupas e brinquedos antigos como se os objetos por perto garantissem a longevidade da lembrança. Ou ainda como uma forma de manter o passado por perto, presente.
Todos nós estamos suscetíveis a tais doenças. Viver é uma aventura bem pesada, às vezes mais do que conseguimos suportar. Atenção é a palavra chave, portanto policie-se.
Nasci no Brasil, meu sobrenome é italiano, tenho passaporte português, moro na Inglaterra e estou pela primeira vez na França. Hoje...