Cada pessoa tem sua história, suas referências, experiências
e aprendizados. Mas, criar/formar uma pessoa não é tarefa fácil, pra ninguém. Ainda
mais quando temos que dividir, embora bem desproporcionalmente, essa empreitada
com outras pessoas.
Cada um com seu ponto de vista, uns completamente despreparados
e sem noção.
Citemos exemplos: uma criança, na faixa dos 4/5 anos é
internada e passa três dias em um leito de hospital. Cabe aos adultos que a
acompanham fazer parecer uma situação positiva e agradável para que a criança
sofra o menos possível. Certo? Errado!
De um lado, uma mãe chora e fala em tom de sofrimento com o
filho, que aparentemente gosta de fazer manha, pois ela deve falar assim, com a
voz chorosa, o tempo todo. Resultado: o que nem era tão terrível (afinal, não
era nada grave) torna-se quase insuportável para os dois.
De outro lado: a mãe brinca, elogia a ‘cama’, as
enfermeiras, a comida e diz que estamos ali para sermos bem cuidadas e temos
que nos comportar para ficarmos boas e irmos logo pra casa.
No segundo exemplo, tudo corre bem até que em uma noite, as
visitas do turno resolvem apavorar a criança e dizem que ‘um vampiro vai pular
pela janela de madrugada e chupar o sangue dela, se ela se mexer muito’. Todos estimulam
e enfeitam e estória. Por fim, deixam a frase: “que ruim ficar no hospital, né”?!
Assim, as visitam se retiram satisfeitas, sorrindo.
A sorte, no sentido figurado da palavra, é que a criança foi
madura e centrada o suficiente para compreender tudo o que a mãe teve que
explicar depois.
Enquanto no primeiro exemplo as noites eram longas e
sofridas, no seguinte, as quatro noites foram de uma tranquilidade impressionante
para a situação.
Sinceramente, eu não compreendo essa falta de sensibilidade.
Algumas pessoas são completamente desprovidas de bom senso, e é muito difícil
haver mudanças nesse aspecto da personalidade. Esse é um comportamento
aprendido, é culpa das mães.
Se os pais e mães tivessem noção do tamanho do estrago que
suas atitudes, e a falta delas, podem causar na estrutura emocional de seus
filhos, haveria bem menos gente desequilibrada por aí.
Vivendo e aprendendo!
