Musica deliciosa.
5.12.14
26.11.14
A tal liberdade de expressão
Democracia e liberdade de expressão são confundidas com intolerância
e falta de respeito. Algumas pessoas, “públicas” inclusive, acreditam que por
viver em um ‘país livre’ têm o direito de ofender pessoas por causa da pele, orientação
sexual ou local de nascimento. Acreditam que é ‘direto’ publicar sua opinião preconceituosa
e propagar o ódio.
O “diferente” sempre existiu e ainda bem que vai continuar
existindo, sempre. Vivemos todos sob o mesmo sol. Enfrentamos os mesmos
problemas. A diferença é o dinheiro que poucos têm bastante e muitos têm pouco.
Cansei de ver, nas redes sociais digitais ou não, conversas
primitivas recheadas de egoísmo e expressões violentas e desrespeitosas. Cansei
dessa gente sem educação que se sente obrigada a vomitar seus pensamentos em/sobre
qualquer notícia publicada em meios de comunicação. Essa interatividade tira
toda a podridão escondida debaixo dos tapetes. Com o avanço tecnológico vemos que estamos
extremamente atrasados no que concerne a ética, moral e fundamentalmente,
respeito nesse país.
Gostaria de viver em um mundo onde eu não ouvisse frases do
tipo: “não acho que sua filha é negra”, como se fosse uma questão de opinião. Nem
saber que times de futebol sofrem penalidades por causa do racismo dos seus.
Que não existissem homens sendo mortos e considerados culpados, antes de
qualquer julgamento, somente pela cor da pele. Que mulheres negras não fossem
retratadas na televisão, sempre, como empregadas domésticas ou nuas como um
pedaço de carne balançando.
Espero que existam cada vez mais pessoas (pretas, brancas, amarelas, verdes, lilases, com cor de lagartixa, listadas ou de bolinhas cor de rosa), acima de tudo, pessoas, pessoas com esse tipo de pensamento abaixo.
“Abraçamos nossas divergências, até as do próprio grupo,
como motivadores para nosso fortalecimento individual e coletivo. Acreditamos
nas revoluções internas, construídas no coletivo, como possibilidade de
transformação social. E a cada atividade que promovemos no nosso espaço fazemos
um breve ritual, quando, em círculo, dizemos três vezes: coloco as minhas mãos
sobre as suas para que possamos fazer juntas aquilo que eu não sei fazer
sozinha". De Bianca Santana, jornalista especialista em educação e cultura
digital, professora da Faculdade Cásper Líbero, idealizadora da Casa de Lua.
Trecho retirado do Texto preparado para a Fett Conference, apresentado em
Oslo, Noruega, no dia 5 de setembro de 2014.
O mundo ideal seria um lugar onde as pessoas aprendessem e
sentissem desde a infância o que é respeito às diferenças, tolerância, empatia
e amor ao próximo. O pior é que existem vários tipos de religião e esses conceitos
são tão pouco propagados. Revolta!
23.11.14
Desafio
A melhor forma de aprender é sendo submetido a um desafio. Faça o que sempre quis, dê o seu melhor, mesmo que seja a primeira vez. Sem exploração, nem planos mirabolantes. Dentro da normalidade, é estimulante nos vermos diante de determinadas situações que nos 'obrigam' a nos superar. Ser melhor, evoluir.
É exatamente isso que nos faz crescer. Escrever, criar, pesquisar, estudar, conversar, etc. Muitas vezes só precisamos de uma oportunidade e o universo coloca alguns anjos em nosso caminho. Cabe a nós cuidar e mantê-los por perto. Não por interesse, mas por carinho e gratidão.
31.8.14
Elis
Belíssima, canção, Chico. Cantada, a melhor, Elis.
Música, visceral, intensa, dor, raiva, amor, drama, exagero, lágrima, unha, corpo, grito, injúria, pelo, pé, alma, porta, tapete, humilhação, avesso, vingança...
Perfeita!
Atrás da Porta
(Chico Buarque e com Francis Hime)
Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei
Me debrucei
Sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teus pelos
Teu pijama
Nos teus pés
Ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que inda sou tua
Só pra provar que inda sou tua...
30.8.14
Design Thinking
Metodologia usada por quem busca INOVAÇÃO. A palavra do momento!
O processo inicia-se pelo termo EMPATIA. Colocar-se no lugar do outro deveria ser um ‘exercício exercitado’ redundante, literal e diariamente por todo o mundo. Entender a real necessidade do outro. Depois vem a DEFINIÇÃO do problema, objetivamente. Seguida das IDEIAS (Brainstorming), onde surgem hipóteses, prováveis para a solução. Cria-se um PROTÓTIPO, da melhor delas, da forma mais rápida e barata possível. E, finalmente, a fase de TESTE, com superusuários. Se existirem falhas, volta-se ao início do processo, quantas vezes precisar.
Ano passado tive a oportunidade de assistir a palestra “Design Thinking: tornando a inovação acessível”, de Hugh Musick, Diretor de Educação Executiva do IIT – Illinois Institute of Technology/Institute of Design. Musick explicou o fundamento do design, relacionando a evolução das ferramentas de tecnologia, e citou algumas questões estratégicas de negócios a serem pensadas. Como por exemplo, qual a importância do design? Que direção seguir? Como se destacar? Ele define design como: “Uma forma de olhar para determinadas condições e soluções e visualizar como melhorá-las”.
Na ‘Era da Colaboração’, com o avanço da tecnologia e da ciência, teoricamente, não deveríamos sofrer tanto com pequenas coisas. É possível compartilhar informação e conhecimento, não piadinhas e preconceitos. Pessoas se ajudando através da internet é o fenômeno do momento e quando tomarmos ciência do tamanho do poder que isso tem nossas vidas serão mais prazerosas e tranquilas.
Na ‘Era da Colaboração’, com o avanço da tecnologia e da ciência, teoricamente, não deveríamos sofrer tanto com pequenas coisas. É possível compartilhar informação e conhecimento, não piadinhas e preconceitos. Pessoas se ajudando através da internet é o fenômeno do momento e quando tomarmos ciência do tamanho do poder que isso tem nossas vidas serão mais prazerosas e tranquilas.
Todos somos designers da nossa própria vida e potencialmente produtores de conteúdo.
Pense, inove e saia da mesmice. Criatividade e inovação!
Pense, inove e saia da mesmice. Criatividade e inovação!
29.8.14
Luiz Miguel
Nascido em Porto Rico, naturalizado mexicano, Luiz Miguel conquistou muitos corações, prêmios internacionais da música e chegou à Calçada da Fama, em Hollywood. Dono de uma voz encantadora e uma simpatia deliciosa, ele povoa minha memória auditiva há pelo menos 15 anos.
La Barca, pelo visto, é uma de suas canções mais populares, embora El Dia Que Me Quieras e Usted sejam maravilhosas também. Miguelito, como é chamado carinhosamente no México, fez parcerias sensacionais com Michel Jackson, Frank Sinatra (abaixo), com sua ex-mulher Mariah Carey (que tentou suicídio depois da separação. Também...), entre muitas outras.
Conheço uma pessoa que mataria por um ingresso para vê-lo cantar. Para variar, é a responsável por me apresentar e me ensinar tanta coisa boa.
Canta, bonito!
22.7.14
Ponto de vista
Cada pessoa tem sua história, suas referências, experiências
e aprendizados. Mas, criar/formar uma pessoa não é tarefa fácil, pra ninguém. Ainda
mais quando temos que dividir, embora bem desproporcionalmente, essa empreitada
com outras pessoas.
Cada um com seu ponto de vista, uns completamente despreparados
e sem noção.
Citemos exemplos: uma criança, na faixa dos 4/5 anos é
internada e passa três dias em um leito de hospital. Cabe aos adultos que a
acompanham fazer parecer uma situação positiva e agradável para que a criança
sofra o menos possível. Certo? Errado!
De um lado, uma mãe chora e fala em tom de sofrimento com o
filho, que aparentemente gosta de fazer manha, pois ela deve falar assim, com a
voz chorosa, o tempo todo. Resultado: o que nem era tão terrível (afinal, não
era nada grave) torna-se quase insuportável para os dois.
De outro lado: a mãe brinca, elogia a ‘cama’, as
enfermeiras, a comida e diz que estamos ali para sermos bem cuidadas e temos
que nos comportar para ficarmos boas e irmos logo pra casa.
No segundo exemplo, tudo corre bem até que em uma noite, as
visitas do turno resolvem apavorar a criança e dizem que ‘um vampiro vai pular
pela janela de madrugada e chupar o sangue dela, se ela se mexer muito’. Todos estimulam
e enfeitam e estória. Por fim, deixam a frase: “que ruim ficar no hospital, né”?!
Assim, as visitam se retiram satisfeitas, sorrindo.
A sorte, no sentido figurado da palavra, é que a criança foi
madura e centrada o suficiente para compreender tudo o que a mãe teve que
explicar depois.
Enquanto no primeiro exemplo as noites eram longas e
sofridas, no seguinte, as quatro noites foram de uma tranquilidade impressionante
para a situação.
Sinceramente, eu não compreendo essa falta de sensibilidade.
Algumas pessoas são completamente desprovidas de bom senso, e é muito difícil
haver mudanças nesse aspecto da personalidade. Esse é um comportamento
aprendido, é culpa das mães.
Se os pais e mães tivessem noção do tamanho do estrago que
suas atitudes, e a falta delas, podem causar na estrutura emocional de seus
filhos, haveria bem menos gente desequilibrada por aí.
Vivendo e aprendendo!
21.7.14
Fim de tarde
Essa é a minha cidade. Cidade em que nasci e cresci. Dizem
muitas coisas a seu respeito, mas eu, particularmente, gosto muito desse caos.
O trânsito é infernal, sim. Quase todos os lugares são
sempre lotados, sim. Mas, aqui, em São Paulo, encontra-se de tudo. Tudo, mesmo. Todo tipo de pessoa, comida, artigos para comprar, roupas,
coisinhas, teatro, cinema, museus, clubes, shoppings, etc.
No meio do burburinho, também é possível apreciar um belo
pôr-do-sol. Com uma máquina decente foi possível registrar a paisagem de forma
ainda mais bela.
Em Sampa, vivo minha história, divido experiências e
conquisto meus objetivos. Conheci muita gente bacana e o amor da minha vida.
Ela pode ser bem amarga, triste e difícil de enfrentar. Mas,
essa cidade me proporciona tantos momentos fascinantes, que fica impossível não
gostar dela.
15.7.14
Leite Derramado II
“Certas histórias não param de acontecer em nós até o fim da vida”. Assim termina o ‘Leite Derramado’.
Com doçura, sensibilidade e um pouco de caduquice, Lalinho, em seu leito de hospital narra suas histórias mirabolantes e por vezes confusas e repetitivas.
O poeta Chico Buarque foi muito feliz na descrição das memórias de Eulálio. Como a maior parte dos velhos, as principais lembranças são as mais antigas e para o protagonista a lembrança dos dias vividos ao lado de seu grande amor, são as que norteiam todo o resto. Pra nós leitores fica uma admiração pelo sentimento que ele nutria por ela, que misteriosamente deixou de fazer parte da sua vida, pelo menos é o que ele lembra.
“Se não fossem meus tremores e câimbras nas mãos, eu preencheria de meu próprio punho, com caligrafia miúda, um caderno para cada dia vivido ao lado da minha mulher. Já depois que ela se foi, meus dias seriam de imenso papel para pouca tinta, extensos e vazios de acontecimento”.
Sem Matilde a vida não era mais vida.
Leitura deliciosa, capaz de nos fazer mergulhar na mente de um velho cheio de histórias pra contar. Além de nos conduzir a viajar pelas nossas próprias lembranças, inclusive as que ainda nem existem e algumas que provavelmente nem existirão. Mas que acontecerão em nós até o fim da vida.
Viva Chico!
19.6.14
Leite Derramado
A leitura atual. Admiro e aprecio incansavelmente suas canções e hoje finalmente me encanto com sua palavras em forma de literatura. Sua genialidade, precisão e sensibilidade são orgásticas.
Quando comprei ingressos para vê-lo cantar, ali na minha frente, senti uma ansiedade de adolescente e a emoção durante o show é indescritível. A maior parte dos meus colegas de trabalho riram disso e um deles me fez uma das perguntas mais descabidas que ouvi na vida: "mas, qual é o 'ai se eu te pego' dele?" Vinda de um profissional do rádio demonstra a ignorância e carência que o povo brasileiro tem de 'Chico'.
Quem não conhece Chico, não sente um dos raros orgulhos de ser brasileiro.
Poesia, cultura, história do Brasil, graça, dramas, alegria, tristeza, saudade, dor profunda e tantas outras informações, histórias e sensações que Chico traz e desperta em nós, que faltam palavras para descrever o tamanho dele, Chico.
Chico Buarque de Holanda, seu obra deveria, obrigatoriamente, ser repassada através das gerações. Estou fazendo minha parte. Já levei minha "herdeira" para assistir ao espetáculo 'Saltimbancos'. Desde bem pequena ela conhece, Chico. Espero que ela continue gostando, cada vez mais. Na era das 'popozudas' é o mínimo que devemos fazer pelos nossos filhos (culturalmente falando rs).
São 70 anos muito produtivos. Que sejam 100, 150..
Chico!.
8.3.14
O ser mulher
Por algum tempo me intitulei feminista. Mas, depois de me tornar uma mulher, no sentido pleno da palavra, percebo que nós mulheres somos muito menos valorizadas do que imaginava e, o mais grave é que muitas vezes a culpa é nossa. Porque nos permitimos ser desrespeitadas. E, decepcionada com as próprias mulheres que criam uma sociedade machista e preconceituosa com a omissão de afeto, limite e humanidade para com os seus, bani a palavra feminista do meu vocabulário. Atualmente, prefiro usar: altruísmo.
O ser mulher ou ser mulher é: ter autonomia sobre sua própria vida, no mínimo. Embora a dupla ou tripla jornada não seja nada fácil, cabe a nós fazer o melhor que podemos. Ter consciência do poder que possuímos e não permitir, nunca, que ninguém diga o contrário e nem nos trate diferente do que merecemos como seres humanos, no mínimo em pé de igualdade.
Que esse dia seja, de verdade, um momento de conscientização do valor da mulher e do nosso papel na sociedade. Nossa dignidade não é negociável. Afinal, somos mulheres!
O ser mulher ou ser mulher é: ter autonomia sobre sua própria vida, no mínimo. Embora a dupla ou tripla jornada não seja nada fácil, cabe a nós fazer o melhor que podemos. Ter consciência do poder que possuímos e não permitir, nunca, que ninguém diga o contrário e nem nos trate diferente do que merecemos como seres humanos, no mínimo em pé de igualdade.
Que esse dia seja, de verdade, um momento de conscientização do valor da mulher e do nosso papel na sociedade. Nossa dignidade não é negociável. Afinal, somos mulheres!
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