26.11.14

A tal liberdade de expressão


Democracia e liberdade de expressão são confundidas com intolerância e falta de respeito. Algumas pessoas, “públicas” inclusive, acreditam que por viver em um ‘país livre’ têm o direito de ofender pessoas por causa da pele, orientação sexual ou local de nascimento. Acreditam que é ‘direto’ publicar sua opinião preconceituosa e propagar o ódio.

O “diferente” sempre existiu e ainda bem que vai continuar existindo, sempre. Vivemos todos sob o mesmo sol. Enfrentamos os mesmos problemas. A diferença é o dinheiro que poucos têm bastante e muitos têm pouco.

Cansei de ver, nas redes sociais digitais ou não, conversas primitivas recheadas de egoísmo e expressões violentas e desrespeitosas. Cansei dessa gente sem educação que se sente obrigada a vomitar seus pensamentos em/sobre qualquer notícia publicada em meios de comunicação. Essa interatividade tira toda a podridão escondida debaixo dos tapetes.  Com o avanço tecnológico vemos que estamos extremamente atrasados no que concerne a ética, moral e fundamentalmente, respeito nesse país.

Gostaria de viver em um mundo onde eu não ouvisse frases do tipo: “não acho que sua filha é negra”, como se fosse uma questão de opinião. Nem saber que times de futebol sofrem penalidades por causa do racismo dos seus. Que não existissem homens sendo mortos e considerados culpados, antes de qualquer julgamento, somente pela cor da pele. Que mulheres negras não fossem retratadas na televisão, sempre, como empregadas domésticas ou nuas como um pedaço de carne balançando.

Espero que existam cada vez mais pessoas (pretas, brancas, amarelas, verdes, lilases, com cor de lagartixa, listadas ou de bolinhas cor de rosa), acima de tudo, pessoas, pessoas com esse tipo de pensamento abaixo.

“Abraçamos nossas divergências, até as do próprio grupo, como motivadores para nosso fortalecimento individual e coletivo. Acreditamos nas revoluções internas, construídas no coletivo, como possibilidade de transformação social. E a cada atividade que promovemos no nosso espaço fazemos um breve ritual, quando, em círculo, dizemos três vezes: coloco as minhas mãos sobre as suas para que possamos fazer juntas aquilo que eu não sei fazer sozinha". De Bianca Santana, jornalista especialista em educação e cultura digital, professora da Faculdade Cásper Líbero, idealizadora da Casa de Lua. Trecho retirado do Texto preparado para a Fett Conference, apresentado em Oslo, Noruega, no dia 5 de setembro de 2014.  


O mundo ideal seria um lugar onde as pessoas aprendessem e sentissem desde a infância o que é respeito às diferenças, tolerância, empatia e amor ao próximo. O pior é que existem vários tipos de religião e esses conceitos são tão pouco propagados. Revolta! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Neste momento: Paris

Nasci no Brasil, meu sobrenome é italiano, tenho passaporte português, moro na Inglaterra e estou pela primeira vez na França. Hoje...