Democracia e liberdade de expressão são confundidas com intolerância
e falta de respeito. Algumas pessoas, “públicas” inclusive, acreditam que por
viver em um ‘país livre’ têm o direito de ofender pessoas por causa da pele, orientação
sexual ou local de nascimento. Acreditam que é ‘direto’ publicar sua opinião preconceituosa
e propagar o ódio.
O “diferente” sempre existiu e ainda bem que vai continuar
existindo, sempre. Vivemos todos sob o mesmo sol. Enfrentamos os mesmos
problemas. A diferença é o dinheiro que poucos têm bastante e muitos têm pouco.
Cansei de ver, nas redes sociais digitais ou não, conversas
primitivas recheadas de egoísmo e expressões violentas e desrespeitosas. Cansei
dessa gente sem educação que se sente obrigada a vomitar seus pensamentos em/sobre
qualquer notícia publicada em meios de comunicação. Essa interatividade tira
toda a podridão escondida debaixo dos tapetes. Com o avanço tecnológico vemos que estamos
extremamente atrasados no que concerne a ética, moral e fundamentalmente,
respeito nesse país.
Gostaria de viver em um mundo onde eu não ouvisse frases do
tipo: “não acho que sua filha é negra”, como se fosse uma questão de opinião. Nem
saber que times de futebol sofrem penalidades por causa do racismo dos seus.
Que não existissem homens sendo mortos e considerados culpados, antes de
qualquer julgamento, somente pela cor da pele. Que mulheres negras não fossem
retratadas na televisão, sempre, como empregadas domésticas ou nuas como um
pedaço de carne balançando.
Espero que existam cada vez mais pessoas (pretas, brancas, amarelas, verdes, lilases, com cor de lagartixa, listadas ou de bolinhas cor de rosa), acima de tudo, pessoas, pessoas com esse tipo de pensamento abaixo.
“Abraçamos nossas divergências, até as do próprio grupo,
como motivadores para nosso fortalecimento individual e coletivo. Acreditamos
nas revoluções internas, construídas no coletivo, como possibilidade de
transformação social. E a cada atividade que promovemos no nosso espaço fazemos
um breve ritual, quando, em círculo, dizemos três vezes: coloco as minhas mãos
sobre as suas para que possamos fazer juntas aquilo que eu não sei fazer
sozinha". De Bianca Santana, jornalista especialista em educação e cultura
digital, professora da Faculdade Cásper Líbero, idealizadora da Casa de Lua.
Trecho retirado do Texto preparado para a Fett Conference, apresentado em
Oslo, Noruega, no dia 5 de setembro de 2014.
O mundo ideal seria um lugar onde as pessoas aprendessem e
sentissem desde a infância o que é respeito às diferenças, tolerância, empatia
e amor ao próximo. O pior é que existem vários tipos de religião e esses conceitos
são tão pouco propagados. Revolta!
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