Você já parou pra pensar que sua vida foi e sempre será totalmente baseada em opções? Esse emprego ou aquele? Este curso ou o outro? Onde estudar? Estudar? Telefono ou não? Digo ou não digo? Escrevo?
Em todas as áreas, todos os sentidos: desde o que comer até a pessoa que escolhemos para compartilhar de nosso mundo. Não existe uma pessoa igual à outra, e nunca existirá. As experiências são únicas, não se repetem. Além disso, cada individuo absorve de maneira muito particular cada situação vivida, ou não vivida. E quando as opções alheias interferem de forma significativa em nossa vida, quando não nos cabe optar, é muito mais triste.
Liv Ullmann, em outra obra autobiográfica – altamente sensível e introspectiva – reflete sobre a arte das Opções. Enquanto visita pessoas sem nenhuma opção na vida, Liv depara-se com o que há de mais grave e mais triste no mundo: a miséria, completa e absoluta.
Só de pensar que no mesmo instante em que ocorre um Casamento Real, por exemplo, milhares de pessoas, incluindo principalmente crianças, sofrem e morrem de desnutrição pelo mundo.
O que será deveras importante nesse mundinho de meu deus? O individualismo impera em todos os âmbitos da sociedade.
** Norueguesa, nascida em 16 de dezembro de 1939, no Japão, Liv Ullmann é atriz e diretora de cinema, Embaixadora da UNICEF e diretora honorária da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega. Foi musa do genial diretor Ingmar Bergman (1918-2007), com quem foi casada durante 5 anos e teve uma filha. Além de protagonizar e dirigir vários filmes, Liv escreveu dois livros autobiográficos: Mutações (1975) e Opções (1985).