É assustador saber que algumas pessoas enganam e iludem outras com uma facilidade absurda. Olhos abertos e atenção distribuída de forma seletiva. Cuidado, eles estão à solta.
8.12.11
A ilusão
É assustador saber que algumas pessoas enganam e iludem outras com uma facilidade absurda. Olhos abertos e atenção distribuída de forma seletiva. Cuidado, eles estão à solta.
Pétalas Esquecidas
24.11.11
Passa e Passo
27.10.11
O EXEMPLO DAS ROSAS
21.10.11
Fernando Sabino
26.6.11
Parada
19.6.11
A perdida esperança
Este amor esperado e antigo como as pedras
Eu encouraçarei o meu corpo impassível
E à minha volta erguerei um alto muro de pedras.
E enquanto perdurar tua ausência, que é eterna
Por isso que és mulher, mesmo sendo só minha
Eu viverei trancado em mim como no inferno
Queimando minha carne até sua própria cinza.
Mas permanecerei imutável e austero
Certo de que, de amor, sei o que ninguém soube
Como uma estátua prisioneira de um castelo
A mirar sempre além do tempo que lhe coube.
E isento ficarei das antigas amadas
Que, pela Lua cheia, em rápidas sortidas
Ainda vêm me atirar flechas envenenadas
Para depois beber-me o sangue das feridas.
E assim serei intacto, e assim serei tranqüilo
E assim não sofrerei da angústia de revê-las
Quando, tristes e fiéis como lobas no cio
Se puserem a rondar meu castelo de estrelas.
E muito crescerei em alta melancolia
Todo o canto meu, como o de Orfeu pregresso
Será tão claro, de uma tão simples poesia
Que há de pacificar as feras do deserto.
Farto de saber ler, saberei ver nos astros
A brilharem no azul da abóbada no Oriente
E beijarei a terra, a caminhar de rastros
Quando a Lua no céu contar teu rosto ausente.
Eu te protegerei contra o Íncubo
Que te espreita por trás da Aurora acorrentada
E contra a legião dos monstros do Poente
Que te querem matar, ó impossível amada!
17.6.11
Em nossa rádio
15.5.11
1.5.11
Opções
23.4.11
Metas, o impulso dos indivíduos
13.4.11
Saramago
5.4.11
Vem, que eu ainda espero, vem...
Luiza Possi e Dudu FalcãoVai sim, vai ser sempre assimA sua falta vai me incomodar,E quando eu não agüentar maisVou chorar baixinho, pra ninguém ouvir.Vai sim, vai ser sempre assim,
Um pra cada lado, como você quis
E eu vou me acostumar,
Quem sabe até gostar de mim.
Mesmo que eu tenha que mudar
Móveis e lembranças do lugar,
O meu olhar ainda vê o seu
Me devorando bem devagar.
Vem, que eu ainda quero, vem.
Quando menos espero a saudade vem
E me dá essa vontade, vem
Que eu ainda sinto frio
Sem você é tudo tão vazio
Vem me dar essa vontade,
Vem que esse amor ainda é meu.
Troco todos os meus planos por um beijo seu
E essa noite pode terminar bem.
30.3.11
Soneto do amor eterno
Antes e com tal zelo, e sempre e tanto
que mesmo em face do maior encanto
dele se encante mais meu pensamento.
e em seu louvor hei de espalhar meu canto
e rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento.
quem sabe a morte, angustia de quem vive
quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor que tive:
Mas que seja infinito enquanto dure.
26.3.11
A Brincadeira
20.3.11
15.3.11
A Cabana
10.3.11
Tristeza

Todos os dias muitas pessoas são convocadas para o próximo nível desse joguinho de vídeo game mais conhecido como vida. Essa semana mais duas crianças perderam uma avó. Dois jovens perderam a mãe, uma moça perdeu a madrinha. Irmãs, tias, primas. Em uma família de muitas mulheres uma se foi. Ela, que não teve uma vida fácil em toda a sua extensão, em nenhum sentido, nos deixou ainda jovem. Uma pessoa divertida e de sorriso fácil. Ultimamente, ao que me consta, estava feliz, aproveitando a vida.
É muito difícil lidar com a morte. Procuro nem pensar muito sobre o assunto, mas quando alguém perto de nós nos deixa o choque é inevitável.
É muito triste saber que todos vamos um dia, porque quem fica, na grande maioria das vezes, não está preparado para enfrentar a ausência. Quem foi, certamente está melhor do que quem fica e pelo menos isso nos conforta.
Sinto pena de quem sente culpa ou remorso por atitudes equivocadas para com quem acaba de partir. Por ignorância, a lição não foi aprendida, mas a vida uma hora apresenta a conta a ser paga. E é isso que assusta.
Que a tristeza de quem se vê agora sem chão, não seja tão dura. Que ela saiba que é preciso continuar, pois duas lindas criaturinhas dependem da força de uma só. Que essa força seja verdadeira e permanente. Que ela saiba que independente de qualquer coisa, ela não está sozinha.
21.2.11
Lya Luft
Escritora, nascida em Santa Cruz do Sul - Rio Grande Do Sul em 1938. Estudou pedagogia e letras anglo-germânicas em Porto Alegre. Lya Luft iniciou sua vida literária como tradutora de obras em alemão e inglês, na década de 60.
A autora é conhecida por sua luta contra os estereótipos sociais. Principalmente os femininos, como a obrigação das mulheres de manterem-se jovens até o fim da vida. Ela diz que quando chegar aos 80 anos não quer ter uma alma jovem, e sim ser uma mulher de 80 anos lúcida e elegante. Uma de suas críticas diz respeito às cirurgias plásticas de inteira inutilidade e o rumo que estamos tomando. "Na ambição de serem sempre jovens, as mulheres acabam perdendo o próprio rosto. São os falsos mitos da juventude para sempre. E isso também inclui a febre atual da mídia, particularmente nas revistas femininas”.
“São fórmulas de um mundo conturbado, que foge ao afeto, distante de qualquer felicidade”.
Outra de suas passagens interessantes é: "Sou dos escritores que não sabem dizer coisas inteligentes sobre seus personagens, suas técnicas ou seus recursos. Naturalmente, tudo que faço hoje é fruto de minha experiência de ontem: na vida, na maneira de me vestir e me portar, no meu trabalho e na minha arte. Não escrevo muito sobre a morte: na verdade ela é que escreve sobre nós - desde que nascemos vai elaborando o roteiro de nossa vida. O medo de perder o que se ama faz com que avaliemos melhor muitas coisas. Assim como a doença nos leva a apreciar o que antes achávamos banal e desimportante, diante de uma dor pessoal compreendemos o valor de afetos e interesses que até então pareciam apenas naturais: nós os merecíamos, só isso. Eram parte de nós. O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeitada audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância. Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes. A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura. Às vezes é preciso recolher-se”.
Lya Luft
15.2.11
O ciúme

Pela primeira vez me entrou pela retina
Tua silhueta provocante e fina
Como um punhal.
Depois, passaste a ser unicamente aquela
Que a gente se habitua a achar apenas bela
E que é quase banal.
E agora que te tenho em minhas mãos e sei
Que os teus nervos se enfeixam todos em meus dedos
Que os teus sentidos são cinco brinquedos
Com que brinquei;
Agora que não mais me és inédita, agora
Que compreendo que tal como te vira outrora
Nunca mais te verei;
Agora que de ti, por muito que me dês,
Já não podes dar a impressão que me deste,
A primeira impressão que me fizeste,
Louco, talvez,
Tenho ciúme de quem não te conhece ainda
E, cedo ou tarde, te verá, pálida e linda pela
Primeira vez.
Guilherme de Almeida
25.1.11
Morena dos olhos d'água
21.1.11
Tudo novo de novo...

É impressionante como a vida pode ser generosa. Quando pensamos estar perdidos a resposta chega com tanta naturalidade que até impressiona. O novo tem um sabor delicioso, o frescor é tão irresistível que às vezes precisamos de calma pra não atropelar tudo. Uma boa conversa é a chave do negócio. Bons amigos são indispensáveis, o dispensável deve ser dispensado mesmo, só assim experimentamos o gostinho da “liberdade”. Conviver só com quem vale à pena, quem nos valoriza e principalmente respeita. Algumas pessoas chegam do nada, sorrateiras e ficam, outras são efêmeras. Mas até essas deixam algo significativo. Poucas são dignas de minha admiração e ultimamente tenho mais motivos e mais pessoas pra admirar e finalmente me encontrei em algumas delas. Só tenho a agradecer ao universo, destino, à vida, deus, ou seja lá quem for que tem me proporcionado tantas alegrias.
Neste momento: Paris
Nasci no Brasil, meu sobrenome é italiano, tenho passaporte português, moro na Inglaterra e estou pela primeira vez na França. Hoje...
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