10.3.11

Tristeza

Todos os dias muitas pessoas são convocadas para o próximo nível desse joguinho de vídeo game mais conhecido como vida. Essa semana mais duas crianças perderam uma avó. Dois jovens perderam a mãe, uma moça perdeu a madrinha. Irmãs, tias, primas. Em uma família de muitas mulheres uma se foi. Ela, que não teve uma vida fácil em toda a sua extensão, em nenhum sentido, nos deixou ainda jovem. Uma pessoa divertida e de sorriso fácil. Ultimamente, ao que me consta, estava feliz, aproveitando a vida.

É muito difícil lidar com a morte. Procuro nem pensar muito sobre o assunto, mas quando alguém perto de nós nos deixa o choque é inevitável.

É muito triste saber que todos vamos um dia, porque quem fica, na grande maioria das vezes, não está preparado para enfrentar a ausência. Quem foi, certamente está melhor do que quem fica e pelo menos isso nos conforta.

Sinto pena de quem sente culpa ou remorso por atitudes equivocadas para com quem acaba de partir. Por ignorância, a lição não foi aprendida, mas a vida uma hora apresenta a conta a ser paga. E é isso que assusta.

Que a tristeza de quem se vê agora sem chão, não seja tão dura. Que ela saiba que é preciso continuar, pois duas lindas criaturinhas dependem da força de uma só. Que essa força seja verdadeira e permanente. Que ela saiba que independente de qualquer coisa, ela não está sozinha.

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Neste momento: Paris

Nasci no Brasil, meu sobrenome é italiano, tenho passaporte português, moro na Inglaterra e estou pela primeira vez na França. Hoje...