Escritora, nascida em Santa Cruz do Sul - Rio Grande Do Sul em 1938. Estudou pedagogia e letras anglo-germânicas em Porto Alegre. Lya Luft iniciou sua vida literária como tradutora de obras em alemão e inglês, na década de 60.
A autora é conhecida por sua luta contra os estereótipos sociais. Principalmente os femininos, como a obrigação das mulheres de manterem-se jovens até o fim da vida. Ela diz que quando chegar aos 80 anos não quer ter uma alma jovem, e sim ser uma mulher de 80 anos lúcida e elegante. Uma de suas críticas diz respeito às cirurgias plásticas de inteira inutilidade e o rumo que estamos tomando. "Na ambição de serem sempre jovens, as mulheres acabam perdendo o próprio rosto. São os falsos mitos da juventude para sempre. E isso também inclui a febre atual da mídia, particularmente nas revistas femininas”.
“São fórmulas de um mundo conturbado, que foge ao afeto, distante de qualquer felicidade”.
Outra de suas passagens interessantes é: "Sou dos escritores que não sabem dizer coisas inteligentes sobre seus personagens, suas técnicas ou seus recursos. Naturalmente, tudo que faço hoje é fruto de minha experiência de ontem: na vida, na maneira de me vestir e me portar, no meu trabalho e na minha arte. Não escrevo muito sobre a morte: na verdade ela é que escreve sobre nós - desde que nascemos vai elaborando o roteiro de nossa vida. O medo de perder o que se ama faz com que avaliemos melhor muitas coisas. Assim como a doença nos leva a apreciar o que antes achávamos banal e desimportante, diante de uma dor pessoal compreendemos o valor de afetos e interesses que até então pareciam apenas naturais: nós os merecíamos, só isso. Eram parte de nós. O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeitada audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância. Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes. A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura. Às vezes é preciso recolher-se”.
Lya Luft
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