17.6.11

Em nossa rádio

Quando sentimos muito carinho por alguém, mesmo conhecendo há pouco, literalmente, tomamos as dores do outro. Por que será que o criador do nosso mundo permite que certas coisas aconteçam?  Já que era para passarmos por tanto sofrimento, que ao menos nos fizesse mais resistentes. Essa brincadeira chega a ser sádica.
Uma - talvez a única - certeza que temos é que tudo isso é passageiro. Para nossa insatisfação, sabemos que os momentos bons findam depressa, e para nosso relativo conforto, temos ciência que o sofrimento também esmorece, mesmo nos parecendo infinito.
Não nos é possível mensurar a tristeza, ou medir a intensidade da alegria, mas por vezes, só de nos colocarmos no lugar do outro, temos a sensação de que não resistiríamos a tamanhas provações. A tristeza é tão contagiosa quanto a alegria é contagiante.
A pessoa que me diverte todas as tardes, hoje, não sorria. Ao ver a profunda aflição que dominou seus olhos, senti na minha alma a dor da sua.
Diante de nossa impotência, só me resta torcer pra que a melancolia acabe logo e que voltemos a desfrutar dos nossas boas horinhas, até que isso também acabe. Como já dizia um dos meus poetas preferidos: “Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.” E que as alegrias durem mais!
"Irmã, é tudo com nóis!"

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