Este ano a Parada do Orgulho Gay está debutando. E finalmente, tem mais uma conquista a ser comemorada. A legalização da união estável entre homossexuais é um avanço que eu não imaginei que presenciaria nesse país atrasado, de maioria ignorante e preconceituosa.
Todos os brasileiros deveriam ter participado dessa festa hoje, pois é um sinal de que nem tudo está perdido na “terra do jeitinho”. Apesar de faltar ainda muitíssimos avanços, já até consigo ver uma luz no fim do túnel.
O verbo respeitar é muito fácil de ser conjugado, mas a dificuldade que parte das pessoas encontram em executa-lo é impressionante. É tão mais fácil cada um cuidar de sua própria vida; ajudar, colaborar e/ou contribuir no que for possível para que todos vivamos melhor. Mas o esporte preferido dessa gente é tentar fazer com que todas as pessoas pensem e ajam de acordo com os SEUS pensamentos e costumes. Julgar o outro conforme a minha vida, minhas preferências e experiências, não faz o menor sentido. Cada um sabe o que é melhor para si, ou pelo menos deveria saber.
O que o povo verde e amarelo não percebe é que para os heterossexuais nada mudou. Ninguém vai ser obrigado a casar com o vizinho, nem sair do armário se não quiser.
O Brasil só vai começar a mudar de verdade quando forem plantadas nessas terras: educação, alteridade e respeito. Uma coisa leva à outra automaticamente. E devemos começar pelas crianças, que serão responsáveis pelas próximas gerações e pelo futuro da sociedade. Quem sabe esse país deixaria de ser medíocre, cheio de gente egoísta, que explora a miséria do outro. Assim, conseqüentemente, eliminaríamos os corruptos, os bandidos de colarinho branco, a violência, etc. Não teríamos mais crianças semi-analfabetas sem oportunidades, e deixaríamos de ser um povo sem dignidade.
Utopia?! Talvez. Mas devagar, se vai ao longe...

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