Vivemos escravos de um tempo que passa no seu ritmo sem se importar com o nosso. Sem querer saber se está nos atropelando ou nos torturando com a demora em determinados momentos.
Hoje acordei sem a menor vontade de faze-lo. É como se meu corpo tivesse se lavado, vestido, se alimentado e saído de casa sozinho, e minha alma permanecesse ali, onde eu gostaria, na minha cama. Às vezes me sinto uma completa idiota, parece que procuro motivo pra ficar triste, como se a tristeza fosse bonita.
Louco o poeta que disse: “... que a tristeza fosse bela tudo bem, mas que não doesse tanto...” eu deveria deixar de senti-la tão presente. A tristeza dói e não tem nada de bela.
Estou no limite, preciso mudar os ares, senão vou enlouquecer.
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