31.5.09

Felicidade

Em meados do século XVI, uma tarde de verão, céu azul com algumas nuvens, perto de uma montanha, um vilarejo simples, tranquilo, com muitas crianças. Um garoto chamado Gael de 12 anos, pobre, recentemente ficou órfão de pai, morava com a mãe e cinco irmãos. Sem recursos, ele criava seus próprios brinquedos, era inteligente, atento, observador. Magro, roupas simples, cabelos desgrenhados, ainda assim, era sorridente, cativante, extrovertido, possuía o dom da comunicação. Vitor, que também tinha 12 anos, morava em um castelo próximo ao vilarejo. Filho único, morava com os pais. Era forte, inteligente e introvertido. Passava a maior parte do tempo sozinho, mal via o rosto dos pais, que cumpriam muitas obrigações sociais. Pela janela, no alto de uma das torres do castelo, Vitor observava Gael de longe, correndo livremente, se divertindo pelo vilarejo e interagindo com outras pessoas. Apesar de ser pobre, mal ter o que comer e vestir, Gael era feliz, tinha amigos. Sua mãe era atenciosa e o estimulava. Ele era criativo, fabricava seus brinquedos, desenvolvia muitas engenhocas inimagináveis para sua época. Enquanto Vitor, no alto da torre, cheio de empregados que realizavam todas as suas vontades, comia o que e quando queria, era um garoto triste, solitário e invejava a vida do povo do vilarejo. Assim percebemos que só dinheiro e posição social não são suficientes na criação de um filho. Existem valores que só são adquiridos por um cidadão com informação e orientação transmitidas pelos pais desde a primeira infância.

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Neste momento: Paris

Nasci no Brasil, meu sobrenome é italiano, tenho passaporte português, moro na Inglaterra e estou pela primeira vez na França. Hoje...