19.1.16

O amor é efêmero


O único amor que é eterno, quando existe e foi cultivado, é o amor de mãe para filho e de filho para mãe. Esse sim é incondicional e sem limites. Onde se encaixa perfeitamente a frase do poeta"eu morreria por você".
Agora, os outros amores devem sim ter condições, serem profundos, sim, mas nunca acima do seu amor próprio. Se não houver uma vontade inquieta de ficar perto, quem ceda, e se os dois não se entregarem à relação com verdade e toda a vontade do universo, ele não resiste.
Fazer birra é coisa de gente fraca, burra e covarde. Querer medir forças e competir não faz parte do amor.
O amor é leve e ao mesmo tempo intenso. Faz a gente querer estar sempre perto, proteger, fazer bem. Se há indecisão, por qualquer que seja o motivo, não vale a pena tentar. Por nada. É perder tempo, se desgastar.
Esse é o melhor sentimento e sensação que existe, mas ele passa. Com o tempo, outras coisas entram no jogo, ele se transforma em muitos outros e dificilmente permanece inteiro e intenso.
Até aqueles que um dia foram chamados de 'o maior amor da vida', acabam. Os 'melhores namorados' se transformam nos maiores equívocos com o passar dos anos.
Por isso não me obrigo a nada. Não aceito nada que me faça mal. Sabendo que no final das contas a maioria de nós está só, casado ou não. Se manter em um casamento por qualquer outra razão, não por amor, é tortura. Por isso tem tanta gente infeliz e frustrada.
É sempre melhor amar incondicionalmente somente a nós mesmos e aos nossos, mas se manter atento ao mundo ao nosso redor. Aproveitar bem as paixões e ter a consciência de que tudo passa. Até mesmo o que aparentemente está fincado em nós.
Vivi tantas paixões e amores reais que me fizeram tão bem, cada um a sua maneira, que me basto por enquanto.

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Nasci no Brasil, meu sobrenome é italiano, tenho passaporte português, moro na Inglaterra e estou pela primeira vez na França. Hoje...