3.10.16

Sinto sua falta!


Sozinha, em meio às suas leituras, à noite, chovendo. Caído no chão da sala um bilhete, escrito por um antigo amor, posto em um livro, mais antigo ainda.
Ele sozinho na rua ao lado, escreve. Ela acompanhada dos mais saborosos sonhos de recomeçar a vida em uma terra distante, lê. Como uma despedida.
Em breve, haverá novos olhares, novos cheiros, mensagens, sorrisos, peles, paisagens, encontros, ares, ventos, voos.
Sedenta por novidades, ela parte. Confiante, leve e com o espírito mais livre e desimpedido do que nunca.
O maior amor da vida, vai junto e permanecerá dentro dela até o último suspiro. O próprio.
As histórias, experiências, emoções, memórias, vida, a acompanham por onde for. E o que sobra, é nada e, é tudo. Fica para trás. O que foi vivido, já foi. E permanecerá no mesmo espaço e tempo, congelado, como uma fotografia.
A mudança é plena e deliciosa. A vida reserva muitas surpresas e a melhor delas é a falta de controle. Acompanhada de mudanças, de ideia, paradigmas, certeza, de amor, de vida. Vida essa que nos conduz por caminhos inimagináveis.
Depois de tudo, sim, sinto sua falta, a nossa falta. Sinto minha falta. De certos fragmentos de vida. De vários flashes. Fotografias. Beijos. Músicas. Mãos. Antebraços e abraços. Cada pedaço que ela deixou em cada um dos pares, que um dia os foram, permanecem. E ela leva consigo todos os aprendizados absorvidos. E as pessoas que partilharam algum tipo de sentimento e boas experiências, vão junto. Já o que foi ruim, fica em seus devidos compartimentos, porque memória é um dom. A paciência, uma virtude. A liberdade, privilégio.
O amor... ah o amor. Esse está dentro de cada um e é infinito, posto que é chama, como já dizia o talentoso poeta.

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Neste momento: Paris

Nasci no Brasil, meu sobrenome é italiano, tenho passaporte português, moro na Inglaterra e estou pela primeira vez na França. Hoje...